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| | Depois partiste, me deixaste, sem pudor, sem compaixão. Naufragou-se meu amor nas ondas da solidão, Sufocando em nostalgia um mudo, calado, pranto... E a roda do destino a mover-se, implacável, Transformou a relação, tão intensa e adorável, Em um charco de feridas, de mágoas e desencanto... |
| No entanto o meu ser hoje sente gratidão Pela chance que o destino deu-me, então, De me auto-conhecer e me reerguer também, Permitindo-me o prazer de poder verificar Quanto este coração consegue se doar, E com que intensidade sou capaz de amar alguém! Oriza/2005 | |


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