domingo, 23 de março de 2008

LABAREDA




Labareda

Numa floresta em que poucos se atreviam passar,
Havia um Anjo preso entre espinhos,
Onde os que viam fingiam não notar.

Até que um dia,
Uma mão meiga e sedosa,
Foi salvar o Anjo que só queria voar.

Em pouco tempo,
Como uma labareda,
A mão queimou os espinhos,
Para o Anjo libertar.

Pode então o Anjo voar,
Sem jamais se afastar,
Da mão que lhe foi salvar.

Mas a chuva veio,
E a chama se apagou,
Transformando o livre Anjo,
Num prisioneiro sem prisão.

Apaixonado por uma mão,
Que em forma de labareda,
Tocou-lhe no coração.

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