
Labareda
Numa floresta em que poucos se atreviam passar,
Havia um Anjo preso entre espinhos,
Onde os que viam fingiam não notar.
Até que um dia,
Uma mão meiga e sedosa,
Foi salvar o Anjo que só queria voar.
Em pouco tempo,
Como uma labareda,
A mão queimou os espinhos,
Para o Anjo libertar.
Pode então o Anjo voar,
Sem jamais se afastar,
Da mão que lhe foi salvar.
Mas a chuva veio,
E a chama se apagou,
Transformando o livre Anjo,
Num prisioneiro sem prisão.
Apaixonado por uma mão,
Que em forma de labareda,
Tocou-lhe no coração.
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